terça-feira, 3 de novembro de 2009

De que maneira você resolveu ver a sua vida?

1 - Eu caminho pela rua. Existe um buraco na calçada. Eu estou distraído, pensando em mim, e caio lá dentro. Me sinto perdido, infeliz, incapaz de pedir ajuda. Não foi minha culpa, mas de quem cavou aquele buraco ali. Eu me revolto, fico desesperado, sou uma vítima da irresponsabilidade dos outros, e passo muito tempo lá dentro.
2 - Eu caminho pela rua. Existe um buraco na calçada. Eu finjo que não vejo, aquilo não é meu problema. Eu caio de novo lá dentro. Não posso acreditar que isto aconteceu mais uma vez, devia ter aprendido a lição, e mandado alguém fechar o buraco. Demoro muito tempo para sair dali.
3 - Eu caminho pela rua. Existe um buraco na calçada. Eu o vejo. Eu sei que ele está ali, porque já caí duas vezes. Entretanto, sou uma pessoa acostumada a fazer sempre o mesmo trajeto. Por causa disso, caio uma terceira vez; é o hábito.
4 - Eu caminho pela rua. Existe um buraco na calçada. Eu dou a volta em torno dele. Logo depois de passar, escuto alguém gritando - deve ter caído naquele buraco. A rua fica interditada, e eu não posso seguir adiante.
5 - Eu caminho pela rua. Existe um buraco na calçada. Eu coloco tábuas em cima. Posso seguir meu caminho, e ninguém mais tornará a cair ali.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Os poetas dizem tantas coisas...

Dizem que o amor é cego...
Dizem que o amor é único...
Comparam amor com a Lua, noite, estrelas, flores...

Os poetas dizem tanto, afirmam que amar é explorar o desconhecido, é delirar consciente, e dizem que amar é a mais sábia de todas as tolices e a mais tola de todas sabedorias.

Ai, meu Deus...os poetas dizem tantas coisas que nos embaraçam.

O que tenho a dizer sobre o amor é simples:
Ele é belo como um xingamento;
Doce como algumas gotas de limão misturadas a bastante sal e pimenta;
Tão gostoso quanto uma jaca inteira, se comida após o almoço;
Tão elegante quanto o falecido Falcão.

O amor é assim: ele nos enlouquece e nos aconselha.


À mulher que há tantos anos tem feito de mim o homem mais louco deste mundo.

Minha,
Fran.

Um beijo com sabor de jaca,
Thiago Mendes

Uma história intrigante!

O tenista argentino Robert de Vincenzo, depois de haver vencido um importante torneio, dirigiu-se ao estacionamento para pegar seu carro. Nesse momento, uma mulher se aproximou; depois de cumprimentá-lo pela vitória, contou que seu filho estava às portas da morte, e que não tinha dinheiro para pagar o hospital.
De Vincenzo deu-lhe, imediatamente, parte do dinheiro do prêmio que havia ganho naquela tarde.
Uma semana depois, num almoço no Professional Golf Association, contou a história a alguns amigos. Um deles perguntou se a mulher era loura, com uma pequena cicatriz embaixo do olho esquerdo. De Vincenzo concordou.
“Você foi trapaceado”, disse o amigo. “Esta mulher é uma vigarista, e vive contando a mesma história a todos os tenistas estrangeiros que aparecem por aqui”.
“Então não existe nenhuma criança as portas da morte?”
“Não”.
“Bem, esta foi a melhor notícia que recebi esta semana!”, foi o comentário do tenista.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Hei, qual é a sua?

Dificilmente existe uma coisa pior do que ser escravo do que os outros acham. Na verdade não podemos viver escravos do que ninguém acha, nem mesmo sob o pesado julgo do que nós achamos. Quem só vive pensando no que os outros acham, deixa de pensar; e quem só vive pesando em si mesmo, deixa de amar. Então o melhor a se fazer é largar os “achismos” de lado e ver aquilo que realmente queremos. O que você quer? O que você deseja? Quem vive o tempo todo imaginando qual será a repercussão deste ou daquele ato, jamais fará qualquer coisa.
O verdadeiro Soldado da Paz faz porque quer e deixa de fazer porque hoje não está afim.

Qual é a sua?

Um beijo,

Thiago Mendes

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O rapino e sua bela pregação

O rabino Elimelekh havia feito uma bela pregação, e agora voltava para sua terra natal.
Para homenageá-lo e mostrar gratidão, os fiéis resolveram seguir a carruagem de Elimelekh até que ela saísse da cidade.
Em dado momento, o rabino parou a carruagem, pediu que o cocheiro seguisse adiante sem ele, e passou a acompanhar o povo.
“Belo exemplo de humildade”, disse um dos homens ao seu lado.
“Não existe qualquer humildade no meu gesto, mas um pouco de inteligência”, respondeu Elimelekh. “Vocês aqui fora estão fazendo exercício, cantando, bebendo vinho, confraternizando uns com os outros, arranjando novos amigos, tudo por causa de um velho rabino que veio falar sobre a arte da vida. Então, deixemos minhas teorias seguirem naquela carruagem, porque eu quero participar da ação”.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O missionário e o Livro Sagrado

Um missionário tinha um sonho: imprimir a bíblia em sua língua original. Decidido a transformar este sonho em realidade, começou a viajar pelo país, arrecadando o dinheiro necessário.
Entretanto, assim que conseguiu a quantia para iniciar o trabalho, o Rio transbordou, provocando uma catástrofe de proporções gigantescas. Vendo os desabrigados,o missionário resolveu gastar todo o dinheiro para aliviar o sofrimento do povo.
Mas logo recomeçou a lutar por seu sonho: bateu de porta em porta, caminhou por diversas aldeias, e de novo conseguiu o que precisava.
Quando voltava - exultante, uma epidemia de cólera alastrou-se pelo país. Novamente, o Homem de Deus usou o dinheiro para curar os doentes e ajudar a família dos mortos.
Perseverante, voltou ao seu projeto original. Colocou-se novamente em campo e, quase 20 anos depois, conseguiu editar sete mil exemplares dos versículos sagrados.
Dizem que ele, na realidade, fez três edições dos textos sagrados.
Só que as duas primeiras são invisíveis.

Abraço Fraterno,

Thiago Mendes

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Como consertar o mundo?

O pai estava tentando ler o jornal, mas o filho pequeno não parava de perturbá-lo. Já cansado com aquilo, arrancou uma folha - que mostrava o mapa do mundo - cortou-a em vários pedaços, e entregou-a ao filho.
“Pronto, aí tem algo para você fazer. Eu acabo de lhe dar um mapa do mundo, e quero ver se você consegue montá-lo exatamente como é”.
Voltou a ler seu jornal, sabendo que aquilo ia manter o menino ocupado pelo resto do dia.
Quinze minutos depois, porém, o garoto voltou com o mapa.
“Sua mãe andou lhe ensinando geografia?”, perguntou o pai, aturdido.
“Nem sei o que é isso”, respondeu o menino. “Acontece que, do outro lado da folha, estava o retrato de um homem. E, uma vez que eu consegui reconstruir o homem, eu também reconstruí o mundo”.